Noções Básicas sobre Lubrificantes
Lubrificantes são compostos químicos que, uma vez introduzidos entre duas superfícies em contato, são capazes de reduzir o atrito, calor e desgaste, provocando um movimento suave e de fácil deslizamento.
Sua composição pode ser a partir de substancias vegetais, minerais ou sintéticas.

Características dos Óleos
Viscosidade: É a resistência de um fluido ao escoamento.
Um exemplo claro é o mel e a água. O mel por ter maior viscosidade do que a água, demora mais tempo para escoar. Concluímos, então, que o escoamento de um liquido decorre em função do quanto é fino ou grosso.
Índice de Viscosidade: É a relação da variação da viscosidade em função da temperatura.
Isso quer dizer que, um óleo com alto índice de viscosidade mantém sua viscosidade adequada mesmo com grandes variações de temperatura. Já um óleo com baixo índice de viscosidade, sofre grandes variações de viscosidade, mesmo com pequenas variações de temperatura.
Óleos Monoviscosos: São óleos que possuem baixo índice de viscosidade em relação aos multiviscosos. Portanto, sua viscosidade varia muito com a variação da temperatura. Tendem a engrossar em baixas temperaturas e, afinar em altas temperaturas.
Óleos Multiviscosos: São óleos que possuem um alto índice de viscosidade e mais estáveis com a variação de temperatura, portanto, mais adequados às condições dos motores modernos que trabalham com grandes variações de rotação e temperatura.

Classificação dos Óleos para Motores
Classificação SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos)
A Classificação SAE se preocupa apenas com a viscosidade, não levando em consideração fatores de desempenho e serviço. A classificação SAE pode ser composta por apenas 1 ou 2 números separados pela letra "W" (do inglês "winter", que significa inverno). Queremos dizer, então, que o óleo possui aditivos para baixar o ponto de mínima fluidez, podendo trabalhar em regiões de baixas temperaturas. Exemplo de classificação: SAE 20W50

Classificação API (Instituto Americano de Petróleo)
Especifica o desempenho que um óleo de ter para atender a uma determinada classificação de serviço.
Essa classificação é simbolizada pela letra "S" (SERVICE - para motores a gasolina ou álcool) e "C" (COMERCIAL - para motores a Diesel), acompanhada pela seqüência crescente das letras do alfabeto, conforme evolução do desempenho dos óleos é dos motores cada vez mais exigentes. Exemplo de classificação: SJ

Principais Funções do Óleo para Motor
- Refrigerar
- Retirar partículas sólidas provenientes do desgaste
- Reduzir o atrito e o desgaste das peças
- Limpar depósitos
- Proteger contra corrosão e oxidação
- Evitar formação de espuma
- Neutralizar a acidez proveniente dos sub-produtos da combustão.

Óleos Minerais
São derivados do petróleo obtidos pelos processos de refinação, destilação e beneficiamento, constituindo o que chamamos de óleos básicos ou minerais puro.

Óleos Sintéticos
São compostos químicos elaborados com elementos pré-selecionados, advindos do petróleo e também substâncias artificiais, os quais são desenvolvidos em laboratório por processos químicos.


A Importância do Sistema de Arrefecimento

Os motores automotivos transformam energia química, proveniente do combustível, em energia mecânica, que é utilizada na forma de propulsão. Para realizar este processo de transformação é necessário a queima de combustível, que ocorre em altíssimas temperaturas e pressões dentro do motor. Este aumento de temperatura, se não for controlado, pode ser visto tanto como beneficio quanto como um fator prejudicial.
O sistema de arrefecimento tem um papel muito importante dentro do ciclo de funcionamento do motor. É ele quem mantém estável a temperatura, garantindo um maior rendimento com o menor consumo de combustível.
A falta de liquido de arrefecimento ou uma falha no sistema podem gerar o superaquecimento do motor, resultando na queima da junta do cabeçote.
O sistema de arrefecimento é composto por: liquido de arrefecimento (mistura de água + aditivo), vaso de expansão (reservatório), mangueiras, abraçadeiras, radiador, eletro-ventilador, sensor de temperatura, válvula termostática e bomba d'água.
O aditivo do radiador, que é misturado à água, normalmente na proporção de 40%, tem como elemento principal o etileno-glicol que serve para aumentar o ponto de ebulição da água, mas há ainda outros elementos, como anti-oxidantes e lubrificantes.
Os veículos mais modernos já saem de fabrica com aditivos orgânicos (de cores, rosa, laranja, amarela ou roxa), que duram muitos mais que os convencionais (das cores verde ou azul).
A inspeção do sistema de arrefecimento deve ocorrer no mínimo a cada 12 meses ou tão logo apareça qualquer sinal de anormalidade. A troca do liquido de arrefecimento tradicional deve ser feita a cada 12 meses, já os orgânicos a cada 50.000 quilômetros em média.
A deteriorização do liquido de arrefecimento permite a corrosão dos selos do motor e do radiador, alem de provocar o ressecamento da mangueiras, o travamento da válvula termostática. o mal funcionamento do cebolão e do sensor de temperatura nos veículos com injeção eletrônica, o que ainda provoca aumento de consumo de combustível.