No que diz respeito à troca de óleo,
o mau que assola os motores de última geração
é a tão falada "BORRA" que entope
o pescador da bomba de óleo e os dutos internos
de lubrificação do motor, o que causa
desde pequenas avarias até a perda total do motor.
Este problema pode aparecer com aviso prévio,
normalmente em forma de ruídos estranhos no motor
ou piscadas na luz de advertência do óleo
no painel do veículo, porém em alguns
casos, mesmo sem qualquer manifestação
de aviso prévio, o motor literalmente funde.
Para muitas pessoas este fato pode parecer ficção,
mas para muitas outras já é uma amarga
realidade. Você já pensou em perder simplesmente
o motor do seu carro pela simples falta da troca de
óleo?
E como isto pode acontecer? A experiência tem
nos mostrado que as trocas de óleo com intervalos
prolongados, aliada a mais alguns fatores, tais como,
a má qualidade do combustível que às
vezes abastecem os nossos veículos sem que o
percebamos, a utilização do veículo
predominantemente em trânsito pesado e ainda por
cima em trajetos curtos, deteriora demasiadamente as
funções do óleo lubrificante, que
assim precisa ser trocado em intervalos menores.
O tipo de óleo adequado para cada modelo de
motor e também ao tipo de utilização
do veículo é uma tarefa que deve ser bem
pensada. Portanto o ideal hoje em dia é que às
trocas de óleo sejam acompanhadas por um técnico,
pois caso contrário você estará
incluído neste grupo de risco.
Por este motivo que ultimamente vem se popularizando
a Troca de Óleo Técnica, a qual é
realizada em centros de lubrificação ou
oficinas mecânicas, pois nelas um técnico
pode avaliar o histórico e o estado do motor,
e em função disto é possível
lhe recomendar o tipo de óleo e o período
de troca mais recomendado.
Vale a pena salientar que o emprego de lubrificantes
de 1ª linha e a troca do filtro de óleo
em toda troca de óleo, também são
princípios básicos para obter bons resultados.
Muita gente acha que os lubrificantes são todos
iguais, bastando apenas identificar a faixa de viscosidade,
ex: 20W40 e tudo bem. Grave engano.
Existem vários tipos de lubrificantes que distinguem
suas reais qualidades. E é aqui que na maioria
das vezes reside o maior problema: seduzido por uma
troca de óleo com preço bem inferior a
outra, se opta pela opção mais barata,
que via de regra não satisfaz as recomendações
mínimas exigidas para um determinado motor.
Como sempre, deve-se atentar ao Manual do Veículo.
Nele o motorista encontra o óleo recomendado
e suas especificações. Deve-se ficar esperto
ao período de troca, pois à má
qualidade de nossos combustíveis tem produzido
o que chamamos de óleo degradado, que você
vai conhecer em detalhes na próxima semana.